Havia um episódio dos “Ficheiros Secretos” em que, entrados no perímetro de uma área aparentemente banal de um mato, os personagens morriam subitamente. Descobre-se, apenas no final do episódio, que essa área de terreno se dilata e se contrai subtil mas periodicamente. Aquilo a que assistimos é, na verdade, ao vaivém pulmonar de um organismo vivo: as personagens morriam porque eram consumidas, comidas.
Salvaguardando a devida distância em relação aos “Ficheiros Secretos” e ao seu lado de terror, o Fouta Djallon, no Norte da Guiné-Conacri, parece ser, analogamente, uma colossal massa de terra que vive. A vegetação luxuriante induz aquela sensação arrepiante de se estar a pisar uma espécie de chão original e primitivo, no qual não se é completamente bem-vindo, como se essa terra nos vigiasse.
A humidade que tudo besunta, os enxames insectos e o ar empapado de rumores de animais esbatem, aqui, as diferenças entre matéria inanimada e matéria morta.
Este maciço montanhoso, também conhecido como o Castelo de Água da África Ocidental, rodeado de penhascos e escarpas, é daqueles lugares onde o mundo exterior termina, cessa, como se esbarrasse nas suas muralhas. Mas isso não quer dizer que se dê entrada noutro lugar. Dá-se aqui entrada numa outra coisa, inominável.
Em Setembro próximo, esperemos poder estar a escrever-vos e enviar-vos vídeos e fotografias dos filhos destas montanhas.
Salvaguardando a devida distância em relação aos “Ficheiros Secretos” e ao seu lado de terror, o Fouta Djallon, no Norte da Guiné-Conacri, parece ser, analogamente, uma colossal massa de terra que vive. A vegetação luxuriante induz aquela sensação arrepiante de se estar a pisar uma espécie de chão original e primitivo, no qual não se é completamente bem-vindo, como se essa terra nos vigiasse.
A humidade que tudo besunta, os enxames insectos e o ar empapado de rumores de animais esbatem, aqui, as diferenças entre matéria inanimada e matéria morta.
Este maciço montanhoso, também conhecido como o Castelo de Água da África Ocidental, rodeado de penhascos e escarpas, é daqueles lugares onde o mundo exterior termina, cessa, como se esbarrasse nas suas muralhas. Mas isso não quer dizer que se dê entrada noutro lugar. Dá-se aqui entrada numa outra coisa, inominável.
Em Setembro próximo, esperemos poder estar a escrever-vos e enviar-vos vídeos e fotografias dos filhos destas montanhas.

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