terça-feira, 1 de maio de 2012

Dia da Mauritânia






A imagem de um enorme navio decrépito encalhado desafia a mente: é uma espécie de morte maior que as outras, mais comovente. É como uma baleia que dá à costa: como é que algo tão grande pode perecer?

Nas imediações da cidade de Nouadhibou, no Norte da Mauritânia, fica um dos maiores cemitérios de barcos do mundo, encalhados na estreita linha de silhueta do continente africano onde se enfrentam - onde se olham cara a cara - duas das maiores massas de matéria do planeta: o Atlântico e o Sara. Perecerão também elas, como os navios e as baleias?

Se esta imagem vos arrepia, sugerimos-vos que escrevam “nouadhibou ship graveyard” no Google: há outras. Também vos sugerimos que partilhem estas linhas e esta página, para que em breve possamos ir a Nouadhibou buscar mais imagens para vocês.

Nouadhibou é uma cidade pequena que põe grandes questões: até o Alberto Caeiro que há em todos nós tem dificuldades em aguentar a passagem do comboio mais longo do mundo, com cerca de três quilómetros de comprimento. Liga esta cidade a Zouerat, transportando ferro a partir das colossais minas que se encontram precisamente nessa cidade.

E que dizer da cratera meteorítica de Timimichat, com dois quilómetros de comprimento, circundada de penhascos com mais de cem metros de altura e misteriosamente alinhada com a crateras de Tenoumer e com a estrutura geológica concêntrica de Richat (esta com mais de 40 quilómetros de diâmetro, conhecida como o Olho do Sara) cuja origem é ainda um completo enigma? 

Uma coisa é certa: há, na Mauritânia, coisas quase tão impressionantes como o Estádio da Luz.

Depois de linhas ditadas por um país tão intenso, propomos para hoje que reflictam sobre o vosso benfiquismo: talvez os mauritanos possam compreender este sentimento, não é?

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